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Dados · KPI

Painel de indicadores em que a direção confia

Dados lidos de onde já estão, conferidos antes de virarem gráfico, e o KPI que decide no ecrã — não os trinta que enfeitam. Ao lado, um painel real que entregámos: produção por turno, com OEE, utilização e qualidade.

Ecrã do sistema de produção industrial: OEE, utilização, desempenho e qualidade, com a produção diária por máquina
Painel de indicadores de produção que entregámos, em operação, sem identificação do cliente. Interface em português do Brasil.

Quando um painel deixa de ser luxo

Se algum destes lhe soa familiar, o problema não é falta de gráficos: é falta de um número em que todos confiem.

  • O relatório da direção chega no dia 10 com os números do mês passado, e ninguém sabe se estão certos.
  • Cada responsável tem a sua folha de cálculo, e na reunião os números não batem certo entre si.
  • O sistema tem relatórios, mas para responder à pergunta que importa alguém exporta e refaz tudo no Excel.
  • Acompanha as vendas num sítio, a produção noutro e a tesouraria num terceiro, e a visão do todo é de cabeça.
  • Já contratou uma ferramenta de BI e ela mostra gráficos bonitos de dados que ninguém validou.

O que entregamos

Do KPI certo ao rasto de onde ele veio.

O indicador que decide, não o que enfeita

Começamos pela pergunta que a direção faz à segunda-feira de manhã, e desenhamos o painel a partir dela. Um painel com trinta gráficos não é gestão, é decoração. Cinco números certos valem mais.

Dados de onde já estão

ERP (Sage, PHC, Primavera), sistema de fábrica, loja online, banco, folha de cálculo herdada. O painel lê da fonte, em rotina automática, e o número aparece sem ninguém o consolidar à mão.

Verificação antes de mostrar

Regras que conferem os dados antes de virarem gráfico: total que não fecha, registo duplicado, valor fora do intervalo. O erro aparece a quem cuida dos dados, não à direção na reunião.

Em tempo real quando é preciso, diário quando basta

Produção e frota pedem um painel que se atualiza sozinho, ao segundo. Financeiro e vendas costumam bastar ao dia. Escolhemos o ritmo pelo uso, porque tempo real custa mais e nem sempre muda a decisão.

Quem vê o quê

O encarregado vê o seu turno; o responsável vê a fábrica; a direção vê a empresa. Permissões por perfil, com os mesmos dados por trás, para os números baterem certo a qualquer nível.

De onde veio cada número

Cada KPI com a definição escrita: fonte, fórmula, responsável. É o que acaba com a discussão sobre qual folha de cálculo está certa, porque passa a existir uma só.

Perguntas frequentes

Isto é o mesmo que Power BI ou Looker Studio?
Essas ferramentas montam o gráfico; o trabalho está antes delas, em fazer os dados chegarem certos, consolidados e conferidos. Usamos Power BI ou Looker Studio quando resolvem (o Looker Studio está num dos nossos casos), e construímos um painel próprio quando os dados são de operação em tempo real, como produção e frota, ou quando o painel tem de viver dentro do sistema que a equipa já usa.
Os meus dados estão em folhas de cálculo. Dá para começar?
Dá, e muitas vezes é o começo certo: organizar a folha para ser lida por uma rotina, e o painel nasce daí. Com o tempo, o que estava na folha migra para um sistema, e o painel continua o mesmo — só muda a fonte. O que não fazemos é painel em cima de uma folha que cada um edita à sua maneira, porque o número nunca vai bater certo.
Quanto tempo demora?
Um painel com cinco ou seis KPI a ler de uma fonte costuma ficar pronto em semanas. O que estica o prazo é a quantidade de fontes e a desordem dos dados: fichas duplicadas, categorias escritas de três maneiras. Parte do projeto é arrumar isso, e é a parte que mais vale, porque o problema nunca foi o gráfico.
Um painel em tempo real custa muito mais?
Custa mais, porque exige os dados a chegar na hora e o ecrã a atualizar-se sozinho. Por isso perguntamos antes: a decisão muda se o número for de agora ou de hoje de manhã? Na produção, muda, e o ecrã real no topo desta página é assim. No financeiro, quase nunca, e aí o painel diário resolve por muito menos.
E a segurança dos dados e o RGPD?
Permissões por perfil: cada pessoa vê o que a sua função permite. O painel corre no seu ambiente — ou na nuvem, em centros de dados na União Europeia se assim preferir — com acessos registados, e os dados não passam por ferramentas de terceiros que não controla. Para dados sensíveis, como financeiro e salários, a regra de quem acede é definida consigo antes do primeiro ecrã, e o tratamento de dados pessoais segue o RGPD.
Fazem o painel e vão-se embora?
O painel nasce com a fonte ligada e a rotina a correr, e continuamos na manutenção combinada: ajustar um KPI quando o negócio muda, incluir uma fonte nova, corrigir quando um sistema de origem atualiza. Um painel abandonado vira o relatório em que ninguém confia — que é o problema de onde partiu. Trabalhamos de forma remota, a partir do Brasil, com reuniões no seu horário.

Qual é a pergunta que a direção faz todas as segundas-feiras?

Diga-nos a pergunta e onde os dados estão hoje. No prazo de um dia útil respondemos com o caminho para o número chegar certo, e a que ritmo.

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